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domingo, 24 de fevereiro de 2013

14/10/2011 – Menos é mais


No segundo dia acordamos cedo, tomamos café-da-manhã e fomos para o ponto do Yellow Bus. O ônibus nos deixou quase em frente à Fundação Serralves, um parque muito bonito com uma casa para atividades e exposições, tudo muito bem conservado e limpo. Iniciamos a caminhada, mas de repente eu comecei a me sentir mal e percebi que precisava descansar um pouco. Achei um banco no meio de um roseiral e como o parque estava vazio deitei por ali mesmo. Enquanto descansava fiquei pensando que não daria para manter o ritmo desenfreado do dia anterior e que, por mais que cada cidade tivesse diversas atrações super interessantes, não poderíamos conhecer tudo. Pelo menos não no pouco tempo que tínhamos disponível. Então eu decidi que visitaríamos o que fosse possível. Consegui repor minhas energias e assim continuamos o passeio. 



                                
      


    

 Depois do parque seguimos para a rua Cais das Pedras, pois eu tinha visto a indicação de um restaurante que servia polvo no forno nessa rua. Eu estava doida para experimentar isso. Nós procuramos, perguntamos para algumas pessoas, mas não conseguimos achar, então fomos em outro mesmo, com uma comida mais simples. Depois do almoço resolvemos aproveitar um pouco mais do yellow bus e demos uma volta completa. Ganhamos um bom tempo para conhecer melhor a cidade e para descansar um pouco também. Depois descemos próximo à praia do Ourigo. Como deu vontade de ir ao banheiro fomos para uma ruela atrás da praia com várias lojas e cafés. Fizemos um lanche e depois fomos para a praia do Castelo do Queijo. A praia é bem diferente das que conheço no Brasil, com muitas pedras, gaivotas, água super gelada e um castelo próximo ao mar. Perto dali também tem um monumento bem interessante chamado anêmona. Achamos a praia lindíssima e ficamos por lá até o pôr do sol.

O Castelo do Queijo



Anêmona
  


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

13/10/2011 – Início do roteiro turístico


 Como sentimos que estava um pouco frio pela manhã, vestimos casacos leves, fomos até a Praça da Liberdade e compramos o cartão do Yellow Bus. Pagamos 19,00  para dois dias de uso dos ônibus do City Tour incluindo acesso aos transportes públicos, visita à cave de vinhos Calém e passeio de barco pelo Rio D’Ouro. Enquanto aguardávamos o ônibus, filmamos a praça, nos deslumbramos com a arquitetura dos prédios antigos da avenida e apreciamos a estátua de D. Pedro IV de Portugal e descobrimos que este era nada menos que D. Pedro I do Brasil. Sentamos na parte de cima do ônibus, que é aberta, e começamos o city tour.



 Propaganda do Rio no Yellowbus do Porto

Nossa primeira parada foi na Casa da Música. Ficamos impressionadas com a arquitetura do prédio toda projetada para o som. É uma visita muito interessante. Vale a pena mesmo. A intenção era voltar à noite para assistir algum espetáculo, mas definitivamente o cansaço não deixou. Quem sabe numa próxima vez.






 Lá dentro você não vê o tempo passar e só percebemos que havia passado algumas horas quando o estômago começou a reclamar. Já era hora do almoço. Eu tinha pego dicas de restaurantes e sabia de um que disseram servir um ótimo bacalhau.

Já estávamos um pouco cansadas depois de uma manhã toda andando e com a fome nos apressando decidimos pegar um táxi. O carro que parou era bem antigo e o motorista também. É aquele tipo de coisa que você vê que não vai dar muito certo, mas vai assim mesmo. Eu falei o nome da rua e partimos. O motorista não parava de falar, dizia que conhecia tudo enquanto dirigia alopradamente. Já começou a bater em todas nós aquela vontade de “rir quando não pode” e de repente eu, que estava no banco de trás espremida contra a porta, percebi que ela estava meio aberta. Me joguei um pouco para o outro lado e fui me segurando no que eu encontrava pela frente quando nessa hora todo mundo começou a rir e o tiozinho continuava sua saga louca sem parar de falar um segundo. Ele dava voltas e não achava a rua e, quando eu achei que já estávamos perto, pedi para ele parar e disse que era ali mesmo o lugar. Por sorte o Restaurante Papavinhos era pertinho mesmo e não andamos muito.

Para compensar a aventura no táxi, o almoço foi maravilhoso. Pedimos um bacalhau na broa com vinho e tudo estava perfeito. O prato era bem servido. Nesse dia comemos muito mesmo! Percebemos que um prato para 2 pessoas seria suficiente para as 4. O almoço custou 16,25   por pessoa.


 Caminhamos pela rua que margeia o rio d'ouro até chegarmos no Palácio da Bolsa. A intenção era fazer uma visita guiada, mas como a próxima demoraria para começar, desistimos e fomos pegar o ônibus para ir até Vila Nova de Gaia, cidade que fica do outro lado do rio e onde se encontram as famosas caves de vinho do Porto. Fizemos o passeio de barco pelo D'Ouro e nesse dia eu percebi que no lugar do casaco deveria ter levado um chapéu porque o sol estava com tudo e depois das primeiras horas da manhã o calor tomava conta. Depois fiquei sabendo pelos noticiários locais que há 70 anos não fazia tanto calor nessa época. Eu que tinha saído de Porto Velho louca pra sentir um friozinho percebi que pelo menos em Portugal deveria desistir da ideia. Enfim, o passeio foi ótimo, a vista do rio d'ouro é realmente espetacular.







 Com o clima mais quente do que esperávamos, tia Sô quis comprar uma sandália, pois só havia levado tênis e tia Rê queria umas blusas mais frescas, então atravessamos o rio para ver se achávamos alguma coisa nas lojas do centro do Porto. Depois voltamos para Vila Nova de Gaia e fomos à cave de vinhos Cálem. Durante a visita um guia acompanhou o grupo, mostrou as peculiaridades do vinho do porto e no final tivemos uma degustação. 




 Descobrimos que o vinho do Porto não é produzido no Porto e sim em cidades localizadas na região do Douro e seu sabor adocicado é devido a interrupção precoce do processo de fermentação. Nós levamos garrafas de vários tipos e com isso começamos a aumentar o peso de nossas malas. Foi muito bom chegar “em casa” depois de um dia todo andando para fazer uma noite de queijos e vinhos.


Despesas

Diária Apartamento: 65,00 
Yellow Bus: 19,00 
Casa da Música: 3,00 € (Com desconto do cartão Yellow Bus)
Almoço: 16,25 

12/10/2011 – Primeiras Impressões


  Ao descer do avião senti a temperatura mais amena. Entramos em um ônibus e fomos para outro terminal para pegar nosso vôo para o Porto. Os agentes da imigração não eram dos mais simpáticos (o que já era de se esperar) e um deles abordou minha tia Regina, pediu para ela tirar o casaco e ela não estava entendendo. O cara ficou impaciente e ela um pouco assustada. Fora isso, só perguntaram o que iríamos fazer lá. Eu já havia orientado todo mundo a responder “-Turismo!” e só o necessário, olharam (só por fora) nossas malas enormes e nos liberaram.

O avião da TAP até o Porto já era bem diferente do que pegamos no Rio: pequeno, antigo e desconfortável. Mas, o vôo foi rápido, apenas 1 hora de viagem e às 10:10 hs chegamos. Achei o aeroporto muito bonito, moderno e limpo. Estava bem vazio e logo que chegamos tinha um pessoal com roupas típicas, tocando música e oferecendo garrafinhas de vinho do Porto e claro que minhas tias foram lá pegar vinho, tirar fotos, dançar etc.


  Pegamos nossas malas na esteira e fomos para o saguão esperar o pai da Carla, a dona do apartamento que havíamos alugado pela internet. Ela me avisou por e-mail que ele iria nos buscar e eu achei ótimo. O Sr. (que infelizmente não lembro o nome) era muito simpático e no caminho foi mostrando a cidade e nós achando tudo muito lindo, organizado. Tivemos que esperar a finalização da limpeza do apartamento, então fomos para um café próximo com a Carla e ela começou a mostrar mapas da cidade e dar dicas de pontos turísticos, cartões do transporte público e outras coisas. Eu e minha tia Regina éramos as únicas que conseguiam prestar atenção, pois nessa hora o cansaço bateu mesmo e a Ká e minha tia Sônia já estavam meio que dormindo nas cadeiras.

 O apartamento era uma graça! Tinha um quarto, uma sala com um sofá-cama, cozinha e banheiro.





 Ká e tia Sô não aguentaram e caíram nos braços de Morfeu e lógico que apesar de estar um trapo eu queria sair. Lá fomos eu e minha tia Rê! Saímos andando e logo encontramos um restaurante de comida italiana para almoçar. Depois continuamos a caminhada e fomos até a Câmara Municipal, à Torre dos Clérigos (escadaria bacana) e à Livraia Lello (linda a escadaria de madeira). 


Câmara Municipal

Torre dos Clérigos

Vista da Torre dos Clérigos

Livraria Lello

 Depois de percorrer muitos degraus, começamos a andar procurando o caminho de volta e eis que de repente vimos alguns adolescentes com uma roupa toda preta, parecendo que tinham saído do filme do Harry Potter. Depois vimos mais alguns e mais outros até achar um grupo com vários deles. Logicamente eu achei que fosse uma convenção de fãs do filme. Descobri tempos mais tarde que aquela era a vestimenta dos calouros que acabaram de entrar na faculdade e aquilo seria um tipo de trote local.

Os calouros do Porto

 No caminho fizemos uma comprinha no mercado, já achando interessante os produtos diferentes e o dinheiro que estava rendendo bem. Voltamos ao Ap., tomamos banho e num pique inacreditável, saímos com a Ká e a tia Sô novamente para conhecer a francesinha no Santiago, uma lanchonete perto dali. Era um sanduíche enorme de ovos, carne, queijo, linguiça e batata frita. 

Francesinha


Pedimos também um choppinho muito bom e depois de alguns brindes voltamos para o Ap. curtindo o friozinho da primeira noite na Europa.

Despesas
Diária Apartamento: 65,00