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terça-feira, 30 de abril de 2013

23/10/2011 – Um dia no museu


Para resolver o problema da muquiranice do hotel na hora de servir o café da manhã, bolamos um plano mirabolante: primeiro minhas tias desceram e fizeram o pedido. E então a moça trouxe uma porção de cada item para elas. Depois foi a vez de eu e Ká descermos. A mocinha anotou nosso pedido e para nossa satisfação trouxe outra porção para nós e assim fomos felizes até o final da nossa hospedagem.
Pegamos o metrô e fomos até o Museu da Ciência. O museu tem muita coisa interessante. É bem legal ver como as coisas evoluíram em um curto espaço de tempo. Vale a pena a visita.


Olha só como os astronautas vão ao banheiro


Evolução da agricultura

Olha ele aí: o 14 bis!

O Museu da Ciência é enorme, tem várias seções e a gente até se perde lá dentro. Depois de observar quase tudo fomos ao Museu de História Natural que fica ao lado. Só que a esta altura eu já estava cansada e só lembro de ter visto alguns dinossauros e para entrar em algumas salas eu vi longas filas que não tive coragem de enfrentar. 

Olha o tamanho do fóssil de um Pliossauro


Eu e Ká sentamos num banco e aguardamos as tias que ainda tiveram pique para dar umas voltas. Já era hora do almoço e eu sabia que havia um restaurante dentro do museu. Mais uma dica que li na internet. 

Restaurante do Museu de História Natural

Com a tarde livre, aproveitamos para andar um pouco e apreciar o estilo londrino e finalmente demos uma volta no Double Decker. Descemos próximo a Piccadilly Circus e entramos em várias lojas na Oxford Street para comprar lembrancinhas. 

Royal Albert Hall

Tia Rê no Double Decker

Piccadilly Circus

Artista de rua encenando um típico londrino


Deixamos as compras no hotel e voltamos para o metrô para irmos a algum lugar para jantar. Fomos para o Covent Garden que ficava bem pertinho, a apenas duas estações da Russel Square. O Mercado do Covent Garden é um centro comercial com restaurantes, lojas e espaço para eventos culturais. Como já era noite alguns estabelecimentos estavam fechados, mas ainda vimos uma apresentação de música e encontramos aberta uma pizzaria de uma família italiana. O mercado é um lugar bem aconchegante, pena que não deu para aproveitarmos mais.


Despesas

Almoço: £13,50 (libras)
Museus: Entrada Gratuita

domingo, 21 de abril de 2013

22/10/2011 – Na terra da rainha


Na sala onde estava sendo servido o café da manhã tinha uma mesa com os alimentos e como de costume fomos nos servir. De repente uma funcionária nos abordou e disse que a refeição era servida por ela. Então, sentamos à mesa e aguardamos. A funcionária trouxe um cardápio onde pudemos escolher leite, café, chocolate, pães e ovos. Na verdade não havia muitas opções, mas até aí tudo bem porque pra mim se tiver leite e pão tudo bem. Mas, quando tudo foi servido vimos que a quantidade de leite era insuficiente e solicitamos um pouco mais, mas eis que a garçonete nos informou que não poderia servir mais uma porção para a nossa mesa. Definitivamente estranhamos a pouca receptividade e esse sistema mão-de-vaca de hotelaria. Depois do café, pegamos nossos casacos e fomos para o metrô. Descemos na estação Westminster e assim que saímos fomos surpreendidas pelo Big Ben, enorme bem diante dos nossos olhos. 



Na continuação paramos na ponte de Westminster e desse ponto para onde olhássemos víamos Londres: Big Ben, as Casas do Parlamento, o Rio Tâmisa, London Eye, Black Cabs (os clássicos taxis pretos), Double Decker (os ônibus vermelhos de dois andares).






Em seguida passamos pela Abadia de Westminster, mas não chegamos a entrar.

A Abadia de Westminster e ao fundo a fila que nos fez desistir de entrar


As famosas cabines telefônicas

Seguimos a pé para o Palácio de Buckingan na intenção de encontrar um bom lugar para assistir a troca de guarda. Paramos em volta do monumento da Rainha Vitória e apesar de já ter bastante gente lá conseguimos ver bem. É importante citar que a troca de guarda acontece diariamente no período de abril a julho e em dias alternados no restante do ano. Você pode verificar no site oficial da monarquia britânica os dias em que ocorrerão o evento. Mais informações aqui.







Saímos um pouco antes de terminar para não enfrentarmos tumulto depois. Dali seguimos para um restaurante indicado, o Cafe in the Crypt, que fica no subsolo da igreja Catedral St. Martin, próximo a Trafalgar Square. Mais uma dica valiosa. Preço bom, comida fresca e saborosa. 


Depois caminhamos até o parque St. James e ao chegarmos lá, além dos esquilos e dos jardins, das sombras e das árvores, vimos cadeiras espalhadas em várias partes. Maravilha! Era o que a gente precisava para descansar do almoço.



Minutos depois veio um funcionário (acho que da prefeitura) cobrar uma taxa pela utilização das cadeiras. Suspeitava desde o princípio! Afinal, nada é de graça. Mas, eu não pude deixar de observar a limpeza e a conservação do parque e principalmente a sensação de segurança. Caminhamos tranquilas por lá, vimos muitas pessoas deitadas na grama com máquinas fotográficas, notebooks.






Depois de descansar um pouco fomos andando até a bilheteria da London Eye. Compramos os ingressos e fomos para a fila. Depois de um tempo de espera chegou a nossa vez. Tivemos muita sorte, pois o dia estava claro e foi possível apreciar a vista do rio Tâmisa e do Parlamento dourados sob o pôr-do-sol. Aliás, quero só comentar que tivemos muita sorte mesmo, pois eu tinha ouvido falar que Londres quase sempre está com o céu nublado e nós não pegamos um dia sequer de chuva.

Fila para a London Eye









Infelizmente a espera toda é por apenas uma volta na roda-gigante. Quando saímos de lá já estava começando a escurecer e pela primeira vez sentimos frio de verdade. Mas o visual da noite compensou.






Despesas

Almoço: £11,35 (libras)
Ingresso combinado - 
Entrada London Eye + Entrada Madame Tussauds: £40,80 (libras)

sexta-feira, 29 de março de 2013

21/10/2011 – Mudança de ares


  Logo que chegamos no aeroporto e começamos a procurar o guichê da TAP tivemos um prenúncio de que a viagem ficaria mais emocionante. No guichê, começou a dar um friozinho quando a atendente pediu a tia Sô que mostrasse o cartão de crédito que ela havia usado para comprar a passagem. Acontece que ela tinha pedido um cartão novo ao banco porque o dela já estava um pouco velho. Até explicar tudo, enquanto despachavam as malas a atendente liga daqui e dali e finalmente fomos liberadas. Começamos então a procurar o portão de embarque. 

  O aeroporto era grande e estava cheio. Andamos, andamos e conseguimos achar. Uma fila enorme, muita confusão, os atendentes de vez em quando chamavam passageiros de certos vôos para passar à frente. A Ká começou a ficar impaciente, foi atrás de um funcionário da TAP e mostrou o bilhete. Ele imediatamente a chamou para entrar pelo portão e nós corremos para segui-la. Depois de toda a maratona, já desesperadas com o horário, achamos o embarque definitivo e nos juntamos aos passageiros do nosso vôo. Saímos às 10 da manhã. Após quase três horas, chegamos em Londres. Antes de pousarmos tivemos que aguardar alguns minutos sobrevoando o aeroporto de Heathrow, pois tinham muitos aviões para descer também. O céu estava limpo e assim era possível observar o balé dos aviões no céu. Fiquei impressionada com o tráfego aéreo. Nunca tinha visto tantas aeronaves sobrevoando uma cidade.

  Eu estava um pouco apreensiva com a chegada em Londres, por causa da imigração, do idioma e por ter ouvido falar que o aeroporto era gigante e depois para achar o metrô. Descemos do avião, fomos andando por um corredor, passamos por uns policiais com um cão farejador, o totó nos cheirou, continuamos de boa até chegar a fila da imigração. O homem que nos atendeu parecia indiano, pediu para mostrar as passagens de volta, perguntou qual o objetivo da viagem e o que tia Sô, tia Rê e Ká eram minhas. Respondi às perguntas e ele nos liberou. Depois de pegarmos nossas bagagens na esteira, seguimos por um corredor que dava acesso a uma sala onde tinha umas pessoas abrindo as malas e por um momento eu achei que teríamos que fazer isso também. Esperamos um pouco até que um policial veio nos perguntar o que estávamos esperando e disse que podíamos seguir adiante. 

  Passamos o último portão de desembarque e finalmente entramos na terra da rainha. Andamos até encontrar o ponto de venda do Oyster Card, o cartão dos transportes públicos. Dali fomos para o metrô que tem uma estação no próprio aeroporto. Olhamos o mapinha e logo nos familiarizamos. Por sorte não precisava trocar de linha. O mais enrolado foi passar com as malas sobre o vão entre a plataforma e o trem. Como esperei todo mundo embarcar, fiquei por último e de repente começou a tocar o sinal de fechar as portas. O fiscal do metrô se aproximou de mim e eu praticamente tive que me jogar para dentro com minha mala enorme e pesada. Depois de passar por esse sufoco combinamos uma coisa para o resto da viagem: se alguém não conseguisse entrar em um trem todas desceriam na próxima estação para nos encontrarmos.

Não está com pressa? Mantenha-se à direita

  Chegamos na estação Russel Square que ficava próxima ao hotel. Assim que saímos sentimos que o calor de Portugal tinha ficado para trás. Fazia um friozinho bom lá. Demos meia volta no quarteirão e já estávamos no Celtic Hotel. Na recepção fomos atendidas por um funcionário português, o que facilitou nosso check-in, mas tivemos um pequeno desconforto: ele nos informou que o quarto que havíamos reservado (com três meses de antecedência) não estava disponível e uma de nós teria que dormir sozinha em outro quarto sem banheiro. Depois uma senhora, que devia ser a gerente ou a dona, chegou e confirmou a informação. Eu fiquei bem irritada, pois não nos deram satisfação nem um pedido de desculpas. Outro detalhe é que o hotel não tem elevador e o nosso quarto ficava no 2º andar, mas, pelo menos o atendente da recepção carregou nossas quatro malas. 


O Hotel

Vista do quarto

Vista do quarto: congestionamento de bicicleta

  Saímos pelas redondezas do hotel em busca de um lugar para comer. Já era final da tarde, então paramos numa lanchonete (Valencia Cafe) e comemos massa. Depois passamos num mercado para comprar água, frutas e biscoitos. Era interessante perceber que estávamos num lugar diferente do que estamos acostumadas. Portugal possui certa semelhança com o Brasil principalmente as construções históricas do Rio, mas em Londres víamos diferenças em cada canto. A arquitetura, as árvores, as pessoas, o clima, a comida. À noite demos umas voltas nessa galeria aqui. Depois voltamos para descansar no hotel.

Despesas


Passagem aérea Lisboa x Londres (TAP): R$ 151,90 

Diária Hotel (Quarto quádruplo): £140 (libras)
Oyster Card - 7 dias: £34 (libras)
Almoço: £6,50 (libras)